Um dia daqueles...
Tem dias que você não queria ter saído da cama e ao final dele reflete todas as emoções de ter sido tão ruim que o melhor a fazer é procurar dormir e esperar que o próximo seja melhor do que o anterior...
Era um dia daqueles, um dia em que você acorda atrasado, querendo quebrar o celular que tocou a manhã toda querendo avisar o horário e você o evitou varias vezes como se o coitado estivesse ali atrapalhando, até então entender qual a função vital do pobre coitado... São nesses momentos que você começa a pensar: “Por isso que as mães são importantes, elas não têm função soneca.”
Sai correndo para perder o mínimo possível da aula, como se realmente quisesse assisti-la, enfim, ouvir o professor falar algumas, muitas, formulas de matemática parece sempre mais divertido antes de você entrar na universidade, pois é, se você achar matemática no ensino médio, ou no cursinho, difícil, pense em acordar e ver algo tão mais “excitante”, sem tomar café.
O estomago cheio de vento e a cabeça cheia de números, a combinação exata para ter uma manhã daquelas que você preferia continuar dormindo, ou mesmo dorme dentro da sala, no risco de ser visto, é uma impossível evita, a voz do professor parece ninar e de repente o ar condicionado torna o clima perfeito... Tudo parece bom e perfeito para uma boa roncada.
Terminou a aula, eu pensei que minha vida estava salva, mas como precisava de nota fui atrás do professor pegar uma questão pra resolver e ele passou, bem, apesar das pressões do vazio interno eu fui resolver, com uma boa vontade de um santo, chegou o meio dia...
Santo como fui, outro santo apareceu... “Você sabia que vai ter aula de química meio dia?” Completou, fiquei até as duas horas da tarde sem comer, meu animo nesse momento, de santo havia mudado e aquele vazio absorvia todo o meu ser, uma sensação de leveza me atacava e pensamentos sobre como o papel com sal ficaria gostoso... O filme “Naufrago” passou a fazer muito sentido, por algum motivo, não sei qual...
Chegando a esse estado psicológico percebi que não comer, em alguns minutos me tornaria um canibal, eu comeria a primeira coisa que aparecesse em minha frente, no sentido de mastigar, claro... Se bem que não deixei de pensar na possibilidade de dormir, cama, sexo faz esquecer a fome, apesar de aumentá-la depois, mas talvez sonhasse comendo, comida, claro! Fui comer... Já era hora.
Passei à tarde com minha namorada, após ter comido, claro... COMIDA!
À noite, após uma tarde cansativa, de não interessa o que, voltei pra casa, estacionei o carro e subi, a vizinha tem uma moto, sem querer o carro ficou a 1 cm da moto dela, descobri da pior forma de mulheres Feias com sentimentos de beleza única são mulheres muito complicadas, aquela mulher de formas arredondadas (Nada contra as Feias, pelo amor de Deus, até que para existirem as bonitas, tem que existir as feias, mas quando é feia e se acha a ultima Skol do bar, isso é insuportável)!
Bem ela me chamou com uma voz fina, bondade minha, uma voz gorda de desespero... “Você bateu na minha moto, você é maluco, como você bate na moto de alguém... Amassou a moto inteira, olha ali todo amassado...” Eu apenas olhava aquele momento, na verdade ela disse muito mais coisa, eu não ouvi nada alem disso, (obvio!) me preocupei com meu carro, bem, mas entendi o que ela havia indagado para perturbar meu sossego, me tranqüilizei quando vi que meu carro tava bem.
Desafio vocês a pensarem o que aconteceu com a moto dela... Pense bem... Nada, ela só queria mostrar ao mundo que existia, como se alguém não a pudesse ver, e saber que ela tinha uma moto, acho que ver um elefante sobre uma moto não é difícil de notar, só ela não percebe isso.
Eu subi as escadas, entrei no meu quarto e então deitei, cama, aquela cama que essa manhã me fez sentir tanta saudades de dormir, Deus abençoe as camas, os lanches de fim de tarde que matam a fome do café e do almoço, das namoradas que nos suportam a tarde toda e, claro, se sobrar tempo, depois de relaxar de abençoar todas as outras coisas, abençoar as mulheres feias, se der tempo...
