Penso e me perco em meus pensamentos
Luto tentando uma forma de te definir
Me perco olhando tua imagem em momentos
Já estou apaixonado e já posso sentir
Quantos como eu são apaixonados
Quantos são loucos e dependentes de você
És definido por suas águas e caichoeiras
Mas não tem como te descrever
Certos cientistas podem tentar te qualificar
Algumas pessoas vão te por um nome
Eu apenas olho e fico a imaginar
Percebendo o quanto é importante
E com medo daqueles que o consomem
Vem por anos se ajustando a terra de sua beira
Fazendo o caminho por onde passa
Enfeitando as paisagens, regando as pastagens
Ao seu lado fazemos casas e criamos moradias
Então nos alimenta, nos adota e da uma guia
Só frico triste quando hoje em dia
Bebo de sua riqueza e não te reconheço
Que maldade estão fazendo contigo?
Seu espelho mudou de cor
Seu cheiro de terra molhada passou
Que te fazem meu amigo?
Me pergunto quem te maltratou?
Não sou muito, mas eu tenho muito amor
Vou cuidar de ti, como de mim sempre cuidou
Te da um pouco do que posso
Por tudo que já sempre me doou
Quem te maltratar vai sofrer
O mesmo sofrimento que fizeram a você
E vamos cuidar, melhorar e te curar
Mesmo sem saber te definir ou descrever
Concervarei sua natureza bela
Para quem vem ainda a frente
Te admirar como eu, dessa forma tão singela
Luiz Bulhões Souza
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